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Depressão na FPI: algo a que prestar muita atenção

Quando se é diagnosticado com uma doença como a fibrose pulmonar idiopática (FPI), não se enfrentam apenas desafios físicos. O diagnóstico e a doença pesam na saúde mental também, podendo uma depressão estar camuflada. De facto, a investigação demonstra que a depressão é relativamente comum em doentes com FPI. Portanto, os investigadores defendem que deve ser prestada muita atenção ao rastreio e controlo da depressão na FPI. 

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É importante prestar atenção aos sintomas de depressão, mesmo se a função pulmonar não estiver assim tão mal

Investigadores japoneses rastrearam recentemente um grupo de 121 doentes com FPI, dos quais 27 apresentavam depressão estabelecida ou limítrofe. A depressão revelou ser um factor importante no estado de saúde destes doentes. Os investigadores pensam, portanto, que o controlo eficaz da depressão, como por exemplo com apoio psicológico, poderá melhorar a qualidade de vida dos doentes com FPI. Os investigadores referem que é importante prestar atenção aos sintomas de depressão, mesmo se a função pulmonar não estiver assim tão mal. A depressão deve ser rastreada por rotina em doentes com FPI, devendo ser prestados os cuidados apropriados, incluindo apoio psicológico e antidepressivos.

O estado psicológico é igualmente importante e deve ser sempre levado a sério

Kim Fredrickson, diagnosticada com FPI em 2014, confirma as constatações dos investigadores japoneses. Ela indica que é muito normal uma pessoa sentir-se triste, frustrada, irritada e abatida quando recebe o diagnóstico de FPI. Ela também realça o facto de ser comum para os doentes, bem como para os cuidadores, lutar contra a depressão devido ao stress e sofrimento constantes. Felizmente, diz ela, há muitas opções para lidar com a depressão. Além da medicação, que é algo que é possível discutir sempre com o médico, há coisas como a psicoterapia, o exercício e os grupos de apoio. Porque, no final de contas, não é só a função pulmonar que determina como uma pessoa se sente, o estado psicológico é igualmente importante e deve ser sempre levado a sério.
 
Recentemente, o professor Demosthenos Bouros e os seus colegas gregos apresentaram também as suas constatações referentes ao impacto da depressão em doentes com FPI no congresso anual da Sociedade Torácica Americana (ATS) em Washington. Eles estudaram prospetivamente 72 doentes com FPI sem depressão prévia e constataram que, em 39% destes doentes, a depressão exerceu um impacto importante na gravidade da doença, na carga de sintomas e na qualidade de vida. Segundo estes investigadores, os futuros estudos prospetivos devem investigar o papel da terapêutica farmacológica antidepressiva em doentes com FPI e depressão comórbida.

 
Fontes:
Matsuda T, et al. Intern Med 56: 1637-1644, 2017 DOI: 10.2169/internalmedicine.56.7019
Resumo apresentado por Argyrios Tzouvelekis et al. no encontro anual da Sociedade Torácica Americana, Maio de 2017, Washington, EUA: http://www.atsjournals.org/doi/abs/10.1164/ajrccm-conference.2017.195.1_MeetingAbstracts.A1138
https://pulmonaryfibrosisnews.com/2017/08/08/pulmonary-fibrosis-and-struggles-and-solutions-for-dealing-with-depression/

 

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