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Oxigénio suplementar: uma grande ajuda para doentes com FPI que fazem exercício

Toda a gente sabe que o exercício é bom para a saúde. Mas e se uma condição médica dificultar muito a realização de exercício? Felizmente, investigadores australianos encontraram resultados promissores para os doentes com fibrose pulmonar idiopática (FPI) que querem permanecer tão ativos quanto possível. Com a ajuda de oxigénio suplementar, podem melhorar o seu desempenho físico.

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Para os doentes com FPI, o exercício é uma espécie de faca de dois gumes. Por um lado, a atividade física melhora os sintomas da doença e a qualidade de vida dos doentes. Mas, por outro lado, o exercício pode aumentar a produção de agentes oxidantes derivados do oxigénio. Estas substâncias desempenham um papel importante num processo designado por «oxidação», que está relacionado com a perda de eletrões por parte de uma molécula, átomo ou ião. A oxidação pode ser perigosa para o organismo e uma característica-chave da FPI é que já existe um nível mais elevado de agentes oxidantes prejudiciais derivados do oxigénio. Isto faz com que alguns investigadores se preocupem com o facto de o stress oxidativo despoletado pelo exercício poder aumentar os danos musculares nos doentes com FPI.

O oxigénio suplementar evitou que os doentes com FPI apresentassem falta de oxigénio durante os exercícios

Investigadores australianos quiseram investigar este assunto em detalhe e forneceram a onze doentes com FPI oxigénio ou ar comprimido em repouso, bem como durante um ciclo de prova de esforço. Os investigadores demonstraram uma melhoria na capacidade dos doentes para o exercício sob terapêutica com oxigénio. Descobriram igualmente que o oxigénio suplementar evitou que os doentes com FPI apresentassem falta de oxigénio durante os exercícios e diminuiu a dispneia relacionada com o exercício.

Estes resultados são todos positivos: os doentes podem melhorar o seu desempenho físico com oxigénio suplementar, o que é óptimo para a sua qualidade de vida. Mas e quanto à preocupação de o exercício poder aumentar o nível de agentes oxidantes perigosos? Relativamente a este problema, os investigadores também têm boas notícias. Descobriram que o oxigénio suplementar durante o exercício reduziu os níveis sanguíneos de uma substância designada por «xantina». Trata-se de uma enzima que gera espécies reativas de oxigénio que causam danos no organismo. Os níveis mais baixos de xantina durante o exercício com oxigénio suplementar reduzem, deste modo, os danos musculares. 

Portanto, parece que o oxigénio suplementar poderá «matar dois coelhos de uma cajadada»: não só aumenta a capacidade de exercício nos doentes como FPI, como também pode ser benéfico para os músculos destes doentes
Fonte:
Dowman LM, et al. Respirology. 2017 Jul;22(5):957–964. doi: 10.1111/resp.13002.
 
 

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