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Viver a vida ao máximo: a história inspiradora de uma doente com FPI, Terril McBride

O que se faz quando se é diagnosticado com uma doença como a fibrose pulmonar idiopática (FPI)? Uma resposta comum é ficar triste e abatido, mas Terril McBride escolheu um caminho diferente. Ela decidiu viver a vida ao máximo. Tirou partido o mais possível dos seus pulmões nadando nos Jogos Nacionais de Seniores para atletas com 50 anos de idade ou mais. «Nado todos os dias. Sinto-me melhor quando nado.»

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Terri McBride terminou em sexto lugar da classificação geral nas 50 jardas em estilo livre na divisão para mulheres com idades entre os 60 e os 69 anos dos Jogos Nacionais Americanos de Seniores, em Birmingham. Isto é, no mínimo, um feito notável para alguém com a sua história clínica. De facto, é miraculoso que uma senhora de 66 anos consiga até permanecer nos blocos de partida. Devido à FPI, os seus pulmões não funcionam como deveriam e, eventualmente, esta condição ser-lhe-á fatal. «A minha esperança de vida prevista com FPI é de três a cinco anos. Fui diagnosticada há dois anos, portanto não me estou a sair nada mal», diz com um sorriso. A sua família foi seriamente afectada pela doença: o pai e o irmão de Terri morreram de FPI e outro irmão tem a doença. 

Ela decidiu não desistir e optou por viver a vida ao máximo

Contudo, ela decidiu não desistir e optou por viver a vida ao máximo: «Eu sou totalmente pela vida e o meu calvário é apenas uma parte dela. Estou ocupada a desfrutar da vida.» Ela decidiu que podia desfrutar mais da vida nadando. Começou a natação competitiva ainda em criança e interrompeu-a aos quinze anos, tendo retomado este desporto pouco depois dos sessenta anos. Começou por nadar uma vez por semana e a FPI tornou a natação numa atividade diária: «Os meus pulmões querem encolher e cicatrizar até eventualmente asfixiar. Não se consegue receber ar suficiente para viver. Descobri que a natação os faria esticar sempre, todos os dias, porque para nadar é preciso expandir imenso os pulmões. E, de facto, no meu caso funciona assim: sinto-me melhor quando nado.» 

Terri McBride explica que a manutenção de uma atitude positiva perante a vida também é facilitada pelo seu marido dedicado e prestável. Ele está ao seu lado da melhor maneira possível: «Sobre os jogos nacionais de seniores, ele disse que o objetivo não é a vitória nem ganhar medalhas. Tens sorte em estar aqui. Ele só quer que eu me divirta a participar. E tem razão. Mas eu também sou competitiva.» 

Gosto mesmo de ter bons resultados e tentarei dar sempre o meu máximo

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PM/INS-181010_jun2018